CCIH e empresas terceirizadas, quais cuidados tomar antes de permitir a entrada no hospital?
Hospitais dependem diariamente de empresas terceirizadas para realizar instalações, manutenções, reformas, adequações e diversos outros serviços.
Porém, permitir a entrada de uma equipe externa em um ambiente hospitalar exige muito mais cuidado do que simplesmente autorizar o acesso de profissionais à unidade.
Dentro de um hospital existem pacientes vulneráveis, áreas críticas, circulação de equipes assistenciais, equipamentos sensíveis e protocolos de controle de infecção que precisam ser respeitados e por isso a atuação conjunta entre gestão, manutenção, engenharia, segurança do trabalho e CCIH – Comissão de Controle de Infecção Hospitalar é fundamental antes do início de qualquer intervenção.
O risco começa antes da execução do serviço!
Uma instalação aparentemente simples pode gerar poeira, resíduos, ruído, circulação de ferramentas, abertura de embalagens e movimentação de pessoas entre diferentes áreas.
O problema não está necessariamente no serviço contratado, mas na forma como ele é executado.
Uma equipe terceirizada que desconhece os protocolos da instituição pode circular por locais inadequados, utilizar ferramentas sem os cuidados necessários, deixar resíduos no ambiente ou executar atividades sem o correto isolamento da área e por isso a prevenção deve começar antes da chegada da equipe.
O que avaliar antes de liberar uma empresa terceirizada?
Antes do início dos trabalhos, o hospital deve conhecer claramente o serviço que será executado, os profissionais envolvidos, os equipamentos utilizados e os possíveis impactos sobre o ambiente.
Alguns pontos merecem atenção:
- Identificação e autorização prévia dos profissionais;
- Definição das áreas que poderão ser acessadas;
- Orientação sobre circulação dentro da instituição;
- Avaliação dos riscos relacionados ao serviço;
- Definição de horários adequados para execução;
- Procedimentos para entrada e retirada de materiais;
- Organização e limpeza durante os trabalhos;
- Descarte correto dos resíduos gerados;
- Proteção de pacientes, colaboradores e áreas próximas;
Inspeção e liberação do ambiente após a conclusão.
Dependendo da atividade e da área hospitalar envolvida, outros procedimentos específicos podem ser necessários.
A CCIH deve conhecer o método de instalação!
Outro ponto importante é analisar como a empresa pretende executar o trabalho.
Imagine, por exemplo, a instalação de protetores de parede, bate-macas, corrimãos, cantoneiras, cortinas divisórias ou outros componentes em corredores, quartos e áreas assistenciais.
Não basta avaliar somente a qualidade do produto, é necessário compreender o método de medição, corte, preparação, fixação e acabamento e quanto maior a necessidade de adaptações dentro do hospital, maior pode ser a geração de resíduos, poeira, ruídos e interferências na operação.
Sempre que tecnicamente possível, planejamento prévio, medições precisas e preparação antecipada dos materiais podem reduzir significativamente as intervenções realizadas dentro da instituição.
Empresa preparada para hospitais trabalha de forma diferente!
Atender um hospital não é o mesmo que executar uma obra convencional, a empresa terceirizada precisa entender que está entrando em um ambiente no qual a continuidade da assistência e a segurança das pessoas são prioridades.
Na G9 Brasil, esse conceito faz parte do planejamento das instalações, a preparação antecipada, a organização das equipes, o controle dos materiais e a busca por uma obra mais limpa e com menor interferência na rotina hospitalar ajudam a tornar a execução mais previsível e segura.
É uma mudança importante de conceito, o fornecedor não deve apenas instalar um produto, ele precisa compreender o ambiente no qual está trabalhando.
Segurança hospitalar também depende dos fornecedores!
O controle de infecções e a segurança do ambiente hospitalar não são responsabilidades exclusivas das equipes assistenciais.
Fornecedores, instaladores, prestadores de manutenção e empresas de engenharia também fazem parte desse ecossistema e por isso hospitais devem estabelecer critérios claros para contratação, entrada, permanência e execução de serviços terceirizados.
Da mesma forma, empresas que pretendem atuar no segmento hospitalar precisam investir em treinamento, procedimentos, planejamento e cultura de segurança.
No ambiente hospitalar, uma boa instalação não é apenas aquela que fica bonita ou termina dentro do prazo, é aquela que entrega o resultado previsto causando o menor impacto possível à rotina, à segurança e ao cuidado com as pessoas.